Com a candidatura de Adriano Fiúza para Deputado Federal e a articulação de Fábio Félix, partido abre portas para a periferia, une gestão pública à ancestralidade e quer
provar que lugar de movimento social é onde se decide o orçamento.
Nos bastidores da política do Distrito Federal, a movimentação é intensa e o recado é claro:
o PSOL não quer apenas cumprir tabela nas eleições para a Câmara dos Deputados — o
partido quer fazer história e mudar a cara e aumentar a bancada do DF no Congresso
Nacional.
Com a liderança do deputado distrital Fábio Félix, a legenda montou uma ofensiva que
combina tática eleitoral afiada e compromisso de base: acolher e projetar lideranças reais
dos movimentos negros, sociais e de terreiro para construir uma chapa com densidade,
representatividade e capacidade real de ocupação de poder.
O maior símbolo dessa aposta tem nome, história e vivência: Adriano Fiúza. Homem
negro, gay, periférico criado no Paranoá, administrador e Tatetu Ria Nkisi (sacerdote de
candomblé da tradição Congo-Angola), Fiúza desponta como uma das candidaturas mais
completas e promissoras da federação PSOL/Rede.
O pontapé oficial dessa caminhada acontece hoje, neste dia 1º de agosto: um grande ato
no Paranoá reúne lideranças comunitárias, movimentos sociais e representantes de
terreiros de todo o DF para celebrar o lançamento oficial de sua pré-candidatura e
consolidar o projeto rumo a Brasília.
Acolhimento e estratégia: A união que fortalece o DF
Mais do que apenas abrir espaço nominal, a estratégia do PSOL-DF atua para transformar
a força de mobilização das periferias e dos povos tradicionais em voto consciente e
representatividade direta.
A leitura interna do partido é que a bancada do DF no Congresso precisa romper com o
perfil tradicional de gabinetes e refletir a verdadeira diversidade da capital. Para isso, o
partido convocou lideranças que combinam atuação de base com capacidade técnica:
Adriano Fiúza: Liderança do Terreiro Lua Branca (Manzo Kalla Muisu) no Paranoá,
ex-Secretário Nacional Substituto e ex-chefe de gabinete no Ministério da Igualdade
Racial do Governo Lula, onde ajudou a construir o histórico Plano Juventude Negra
Viva.
Neiva Lopes: Liderança vinda da base dos metroviários do DF, pautando o
transporte público e o direito à cidade.●
Ludmilla Suaid: Assistente social na linha de frente da defesa dos direitos das
mulheres.
A ancestralidade encontra a alta gestão pública
A presença de Adriano Fiúza na chapa eleva o nível do debate político. Longe de ser
apenas um "nome de nicho"
, Fiúza acumula mais de 17 anos de dedicação ao Candomblé,
ao movimento negro e à comunidade LGBTI+
, mas também traz no currículo a marca da
eficiência administrativa.
Com passagens pelo Ministério da Cultura, Governo do Distrito Federal e Ministério da
Igualdade Racial, ele transita com a mesma propriedade pelas rodas de maracatu do
Paranoá e pelas mesas de negociação de orçamento em Brasília.
"Nossa história não começou nos gabinetes, começou na luta. Mas
aprendemos cedo que, para mudar a vida da nossa gente, precisamos disputar
o orçamento e o funcionamento do Estado. O PSOL entendeu que o movimento
negro e as periferias não querem apenas promessas: querem participação,
recursos e poder de decisão"
— destaca Adriano Fiúza.
O "efeito multiplicador" nas urnas
Nos corredores do partido, o clima é de entusiasmo. A liderança consolidada de Fábio Félix
nas urnas do DF serve como um grande motor para a chapa. Mas a grande sacada do
PSOL foi entender que, ao somar a militância dos terreiros, dos movimentos de igualdade
racial, dos trabalhadores e da juventude negra, a federação ganha musculatura para
garantir o quociente eleitoral — e, quem sabe, surpreender os analistas e emplacar mais de
uma vaga em Brasília.
Ao abraçar o movimento negro não como discurso, mas como projeto político de ocupação
de espaço, o PSOL-DF dá um recado ao xadrez político local: a periferia do Distrito Federal
está pronta para governar e legislar. E o caminho para o Congresso passa, definitivamente,
pela força da ancestralidade e da organização popular.
Axé e política se encontram na disputa do DF.
Serviço
O quê: Ato de Lançamento da Pré-Candidatura de Adriano Fiúza a Deputado Federal
Quando: Hoje, 01/08
Horário: 16h
Local: Maria Elma Eventos, Paranoá – DF
Ponto de Referência: Em frente ao Terminal Rodoviário do Paranoá
Presenças confirmadas: Leandro Grass, Tetê Monteiro, Érika Kokay, Fábio Félix,
Giulia Tadini, Keka Bagno, Patty Ramiro, Miranda Gomes e Profª Ray, além de
lideranças comunitárias, movimentos sociais e representantes de terreiros


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